BLOG DE VOLTA

Depois de algum tempo fora do ar, estamos de volta com mais atualizações.

Vejam as novidades

domingo, 26 de abril de 2009

JORNAL DA CHAPA 2




CHAPA 2 - DE QUE LADO VOCÊ SAMBA?



Nos dias 5,6 e 7 de maio acontecerão as eleições para a próxima gestão do DCE UFRJ- Mário Prata. Estarão concorrendo 6 chapas. O MOvimento Não Vou Me Adaptar está compondo a chapa De QUe Lado VOcê Samba.
Vejam Abaixo o Jornal, Adesvio e Cartaz da Chapa

sábado, 25 de abril de 2009

25 de abril: aniversário da Revolução dos Cravos

Aos 35 anos da Revolução Portuguesa, a homenagem do Movimento Não Vou me Adaptar.

clique aqui

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vai um cartãozinho?

Um video bem humorado sobre a farra dos cartões corporativos no governo Lula.


video

E você? Tem algum amigo deputado? Já passeou na Europa este ano?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Muito chique!

só gente fina reunida em Londres



"Você não acha chique emprestar dinheiro ao FMI? E eu, que passei parte de
minha juventude carregando faixa em São Paulo "Fora FMI"?"


Lula, na reunião do G20



Na semana anterior, o governo anunciara corte orçamentário de cerca de R$25 bi, sendo R$1,3 bi na educação - o equivalente a 10% de toda a verba da pasta.


Chique, hein?

sábado, 4 de abril de 2009

DOCUMENTOS PARA ELEIÇÃO DE DELEGADOS AO CNE




REGIMENTO FINAL DO CNE - APROVADO NA REUNIÃO DO DIA 21 DE MARÇO EM SALVADOR

Regimento do Congresso Nacional de Estudantes
Aprovado na 4ª reunião nacional de construção do Congresso, entre os dias 21 e 22 de março, em Salvador/BA

Capítulo I – Dos objetivos, organização, local, data e participantes

Art.1 – O Congresso Nacional dos Estudantes tem dois objetivos principais:
a) Compartilhar e articular os processos de lutas ocorridos no movimento estudantil, discutindo a realidade da Educação e da sociedade e os principais desafios dos estudantes no próximo período.
b) Discutir e articular o conjunto de iniciativas sobre a reorganização do movimento estudantil as necessidades organizativas dos/as estudantes diante de tais lutas

Art. 2 – O Congresso Nacional de Estudantes é organizado em reuniões nacionais abertas a todos os/as estudantes e entidades estudantis interessados e pela Comissão Organizadora aberta, eleita nas reuniões nacionais.

Art. 3 – O Congresso Nacional de Estudantes será realizado de 11 a 14 de junho de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.

Art. 4 – São participantes do Congresso Nacional de Estudantes:
a) Delegados/as de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior (graduandos/as e pós graduandos/as), na modalidade presencial ou a distancia, eleitos/as de acordo com os critérios descritos neste regimento. Estes terão direito a voz e voto no Congresso.
b) Convidados/as de entidades estudantis de outros paises, com direito a voz no Congresso.
c) Convidados/as representantes de entidades estudantis gerais (DCE`s e Executivas/Federações de Curso/ Entidades Estaduais e Secretarias). Estes terão direito a voz no Congresso.
d) Convidados/as de sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares, com direito a voz.
e) Convidados/as a participar de mesas e painéis do Congresso, com direito a voz.
f) Estudantes interessados de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior, na modalidade presencial ou a distancia, na categoria de participantes. Estes terão direito a voz durante o Congresso.

Capítulo II – Do temário

Art. 1 – O temário do Congresso Nacional de Estudantes é baseado em três eixos:
a) Educação
b) Sociedade
c) Movimento Estudantil

Capítulo III – Dos órgãos do Congresso Nacional de Estudantes e o processo de votação

Art. 1 – Os órgãos do Congresso Nacional de Estudantes são:
a) Mesas: servirão para acúmulo de debate, com caráter encaminhativo, não possuindo caráter deliberativo. Contarão com a participação de membros convidados/as para a exposição de contribuições relacionadas aos temas debatidos.
b) Painéis: mesas menores que aprofundam sobre determinado tema para acumular para os debates do Congresso. Possuem caráter encaminhativo e não deliberativo.
c) Grupos de discussão: debatem e encaminham propostas para votação na plenária final.
d) Oficinas: espaços para discussão de temas gerais, organizados por qualquer estudante que queria inscrever uma oficina (inscrição através do site: www.congressodosestudantes.org.br ou pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br até o dia 30 de maio de 2009.). Possuem caráter encaminhativo e não deliberativo. Os temas, datas e horários serão publicados no caderno de teses.
e) Plenárias gerais: consistem no órgão deliberativo do Congresso, nas quais as propostas encaminhadas nos grupos de discussão, mesas, painéis, oficinas e teses serão votadas. Todas as propostas terão direito a defesa durante a plenária.

Capitulo IV – Da organização dos debates.

Art. 1 – Os debates do Congresso Nacional de Estudantes serão baseados nas pré-teses e teses produzidas por qualquer estudante de qualquer instituição de ensino, bem como com base nas discussões ocorridas nos órgãos do Congresso.

Art. 2 – Sobre as pré-teses ao Congresso:

a) O papel das pré-teses é garantir a realização das discussões políticas antecipadamente ao Congresso nas instituições de ensino, permitindo que os/as estudantes possam construir e serem eleitos delegados/as de acordo com as pré-teses que concordarem. Não é condição, entretanto, que para um delegado/a ser eleito, tenha que estar alinhado/a a uma pré-tese.
b) O prazo para entrega da pré-tese será o dia 15 de abril de 2009 (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br)
c) Todas as pré-teses deverão ser divulgadas no site do Congresso e utilizadas durante o processo de eleição dos delegados/as ao Congresso.
d) Não haverá limite máximo de caracteres, dado que as pré-teses não terão impressão centralizada pela Comissão organizadora do Congresso.
e) Não haverá número mínimo de assinaturas para apresentação da pré-tese, portanto, qualquer estudante de qualquer instituição de ensino superior poderá escrever e publicar uma pré-tese.
f) As pré-teses podem discorrer sobre qualquer tema, não necessariamente os assuntos relacionados ao temário do Congresso.

Art. 3 - Sobre as teses ao Congresso:

a) O papel das teses é garantir além de um espaço para encaminhar propostas ao Congresso, também uma forma de apresentar democraticamente os debates ao Congresso.
b) As teses serão divididas em dois tipos: Teses gerais e teses temáticas. As teses gerais correspondem às propostas relacionadas ao temário do Congresso e as teses temáticas correspondem aos diversos outros temas que também poderão ser debatidos no Congresso.
c) As teses gerais deverão ser enviadas até o dia 30 de maio de 2009, e terão de respeitar o limite máximo de 18.000 caracteres (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).
d) As teses temáticas deverão ser enviadas até o dia 30 de maio de 2009 e deverão respeitar o limite máximo de 4.000 caracteres (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br)
e) A Comissão Organizadora do Congresso deverá garantir a impressão de um caderno contendo todas as teses (gerais e temáticas) que forem apresentadas de acordo com este regimento.
f) Todas as teses terão o mesmo tempo de apresentação durante o Congresso – 15 min. para cada tese na plenária de apresentação de teses.
g) As teses que poderão se apresentar na Plenária de apresentação de teses serão as teses gerais.
h) Não haverá número mínimo de assinaturas para apresentação das teses, portanto, qualquer estudante de qualquer instituição de ensino superior poderá escrever e publicar uma tese.
i) As teses poderão ser inscritas mesmo sem possuírem uma pré-tese anterior correspondente.

Capitulo V – Da dinâmica do Congresso

Dia 10 de junho, quarta feira:
12h às 22h - Abertura do credenciamento.

Dia 11 de junho, quinta feira:
8h - Reabertura do Credenciamento
8h às 9h - Café da Manhã
9h - Mesa de Abertura do Congresso Nacional de Estudantes
Tema: Nós não pagaremos pela crise deles! – A crise econômica internacional e a resistência dos movimentos sociais
12h às 13h – Aprovação do regimento interno do Congresso Nacional de Estudantes
13h às 14h30 – Almoço
14h30 às 16h30 (?) – Plenária de apresentação das teses ao Congresso Nacional de Estudantes – cada tese terá 15 minutos para apresentação, portanto, o horário de término desta atividade ainda está por se definir.
16h30 (a depender do horário de término da plenária das teses) - Painéis simultâneos:
1) O projeto neoliberal de ataque às universidades públicas e a luta estudantil pro um novo projeto de universidades
2) Não pago, nem pagaria! Educação não é mercadoria! – A crise das universidades privadas e a luta pelo fim do ensino pago
3) Os ataques ao ensino básico e médio e a luta por uma nova escola!
19h às 20h30 – Jantar
20h30 – Mesa de debate ao Congresso Nacional de Estudantes
Tema: A crise econômica mundial e a necessidade da unificação das lutas estudantis com as da classe trabalhadora pra superação do capitalismo.
22h – Interrupção dos trabalhos de credenciamento
22h30 – Reunião da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

Dia 12 de junho, sexta feira:
7h às 8h – Concentração para o Ato
8h às 9h30 – Ato Público pelas ruas do Rio de Janeiro
Tema: Nós não pagaremos pela crise deles!
8h – Reabertura do Credenciamento
9h30 – Grupos de Discussão: Conjuntura Nacional e Internacional
12h às 13h30 – Almoço
13h30 às 16h – Grupos de Discussão
GD1 – Educação Pública
GD2 – Educação Privada
GD3 – Escolas Secundaristas
16h – Mesa de debate do Congresso Nacional de Estudantes
Tema: Nas ruas, nas praças, quem me disse que sumiu?... – Resgatando as concepções e a história do movimento estudantil brasileiro para construção do novo movimento estudantil
19h às 20h30 – Tendas de debates das teses
20h30 – Jantar
21h30 – Festa do Congresso Nacional de Estudantes
22h – Fim dos trabalhos de credenciamento
22h30 – Reunião da Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes e da Comissão de Sistematização do Congresso.

Dia 13 de junho, Sábado:
8h às 9h – Café da Manhã
9h – Painéis simultâneos:
1) A história do ME combativo no Brasil – da fundação da UNE aos dias atuais
2) Ocupa! Ocupa! Ocupa! – As ocupações de Reitoria e o surgimento de um novo movimento estudantil
3) Toda forma de amor vale a pena! – O debate sobre opressões no movimento estudantil
11h30 às 13h – Tendas de debates das teses
13h às 14h30 – Almoço
14h30 – Grupo de discussão: A construção de um calendário nacional unificado de mobilizações e debate sobre as alternativas do ME brasileiro.
17h30 às 18h30 – Apresentações Culturais
18h30 – Oficinas Simultâneas
20h30 às 21h30 – Jantar
22h – Reunião da Comissão de Sistematização de propostas ao Congresso Nacional de Estudantes

Dia 14 de junho, domingo:
8h: Café da manhã
9h – início da Plenária final.
12h30 – Almoço
14h – Continuação da Plenária final
18h30 – Cerimônia de encerramento do Congresso Nacional de Estudantes

Capítulo VI – Da eleição dos delegados

Art. 1 – O período de eleição de delegados/as ao Congresso Nacional de Estudantes vai de 23 de março de 2009 a 30 de maio de 2009.

Art. 2 – Os/as estudantes universitários elegerão delegados/as na seguinte proporção: Os cursos com até 300 estudantes na base, elegerão 5 delegados/as, os cursos com mais de 300 estudantes elegerão 5 delegados/as mais 1 delegado/a a cada 100 estudantes na base. Ou seja, um curso de 400 estudantes elege 6, um curso com 500, elege 7 e assim por diante. Haverá fração de 50.

Art. 3 – Os/as estudantes secundaristas elegerão delegados/as na seguinte proporção: as escolas secundaristas elegem 2 delegados/as por escola mais 1 delegado/a a cada 300 estudantes na base.

Art. 4 – Estudantes de Ensino à Distância elegerão delegados/as na seguinte proporção: 1 delegado/a por pólo de ensino presencial, mediante eleição realizada por comissão de 5 alunos do pólo ou entidade representativa do pólo.

Art. 5 – As eleições podem ser organizadas pelos CA`s/DA’s ou Grêmios ou por um grupo de no mínimo 5 estudantes, devidamente matriculados/as nas instituições de ensino.

Art. 6: As entidades que representam mais de um curso deverão eleger delegados/as de acordo com sua dinâmica de organização, evitando, porém a dupla representatividade de algum curso. Se ainda houver dúvidas nesse critério, entrar em contato com a Comissão Organizadora do Congresso (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).

Art. 7 – As eleições poderão ser feitas em assembléia de base ou urna, de acordo com a tradição do curso ou escola. Nas escolas secundaristas, o Conselho de representantes de turma também poderão ser fóruns de eleição de eleição de delegados/as.

Art. 8 – As eleições deverão respeitar o quorum mínimo de 5% do número de estudantes na base de cada curso, no caso de ser realizada em assembléia e de 10% o caso de ser realizada em urna. No caso do Conselho de representantes de turma das escolas secundaristas, o quorum mínimo é 50% + 1.

Art. 9 – Nas eleições de delegados/as em que forem inscritas chapas, a eleição deverá ser proporcional, ou seja, se uma chapa tiver 70% dos votos, ela elege 70% dos delegados/as que o curso tem direito.

Art. 10 – As assembléias ou eleições em urna que não obtiverem o quorum deverão entrar em contato com a Comissão Organizadora do Congresso (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br).

Art. 11 – O edital da eleição de delegados/as deve ser publicado com no mínimo 1 semana de antecedência em relação à data da assembléia, eleição em urna, ou conselho de representantes de turma.

Art. 12 – Os/as delegados/as ao Congresso garantirão sua inscrição mediante ata da eleição e lista de assinatura, no caso de urna, ou de presença, no caso de assembléia ou Conselho de representantes de turma. A inscrição também só será garantida mediante pagamento da taxa de R$ 70,00 (setenta reais).

Art 13 – Os/as participantes também poderão participar mediante pagamento da taxa de R$ 70,00 (setenta reais).

Capítulo VII – Dos casos omissos

Art. 1 – Os casos omissos deverão ser discutidos e apurados pela Comissão Organizadora do Congresso.

terça-feira, 31 de março de 2009

TEXTO E NOTÍCIAS SOBRE O ATO DO DIA 28 DE MARÇO




No dia do estudante, jovens ocupam cinema em defesa do direito à meia-entrada









Jorge Badauí, do Rio de Janeiro (RJ)
















Jorge Badauí
Saguão do Unibanco Arteplex ocupado pelos estudantes


• No dia em que é comemorado o Dia Nacional de Luta dos Estudantes, o movimento estudantil carioca promoveu uma importante ação na disputa para que os estudantes e trabalhadores não paguem pela crise. Mais de 300 estudantes, entre secundaristas e universitários, e diversas entidades do movimento estudantil ocuparam o salão do cinema Unibanco Arteplex em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. A manifestação foi em protesto contra o Projeto de Lei 4571/2008, que restringe o direito à meia-entrada e estabelece a volta do monopólio das carteirinhas da UNE.

No momento em que a os efeitos da crise econômica mundial no Brasil desmentem a tese da “marolinha” de Lula, os empresários da cultura e do entretenimento fazem lobby para compensar a queda nos seus lucros para que seja aprovado um ataque ao histórico direito à meia-entrada. Se passar, a medida vai aprofundar ainda mais a exclusão cultural que sofre grande parte da juventude brasileira. Por isso, o movimento exige do Presidente Lula que vete o projeto.

Com um claro espírito de unidade, os estudantes presentes ocuparam o cinema por cerca de duas horas. Eles atraíram a atenção da imprensa, além da simpatia dos pedestres que passavam curiosos com o que acontecia no interior da casa. As palavras-de-ordem entoadas pelos jovens deixavam clara a disposição de luta que anunciava que o movimento em defesa da meia-entrada apenas começara: “por essa crise não vou pagar / a meia-entrada ninguém vai me tirar” e “ô Lula, eu vou cobrar / a meia-entrada não pode acabar”.

Para ir a fundo na unidade da luta, a UNE deve abrir mão do monopólio de suas carteirinhas
Uma polêmica, no entanto, ficou expressa nas faixas e intervenções dos ativistas e das entidades. Apesar de se posicionarem contra a restrição da meia-entrada, a UNE e a UBES defenderam com firmeza a volta do monopólio de suas carteirinhas como documento necessário ao benefício aos estudantes.

“Entendemos que o monopólio das carteirinhas da UNE e da UBES significam, sobretudo, uma outra forma de restrição ao direito. Ou por que os empresários estariam interessados? Hoje, com qualquer documento estudantil de seu curso ou colégio o estudante pode pagar meia nos cinemas. Além de dificultar a aquisição do documento, trata-se do interesse dos patrões de aumentar a arrecadação de uma entidade totalmente corrompida pelo governo e que em nada mais tem a ver com a luta dos estudantes”, disse Rafael Nunes, do DCE da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), resumindo a polêmica.

“Necessitamos muito da unidade neste momento, o que significa lutar junto com todos que estão contra a restrição do direito. Mas para ir a fundo nessa luta e garantir a unidade, achamos que a UNE deve abrir mão do monopólio das carteirinhas. Essa posição, além de equivocada e voltada unicamente ao seu próprio interesse, fortalece um dos argumentos dos empresários interessados na restrição”, falou Camila Lisboa, da Comissão Organizadora do Congresso Nacional dos Estudantes, durante o ato.

No dia 30 de março, Dia Nacional de Luta contra as demissões, o movimento participou, numa coluna própria, do ato unitário com os trabalhadores. Ao final da ocupação do cinema, palavras-de-ordem também firmaram o compromisso dos estudantes presentes em fortalecer a manifestação nacional: “o estudante que quer cultura / no dia 30 vai botar a cara na rua!”, cantavam em clima de vitória os manifestantes.



Estudantes participam de manifestação contra cota de 40% para meia-entrada


Plantão Publicada em 28/03/2009 às 15h30m


RIO - Cerca de 300 estudantes participam na tarde deste sábado de um protesto contra o projeto de lei que restringe o benefício da meia-entrada a 40% dos ingressos de eventos culturais e esportivos. A manifestação acontece em frente e no hall de entrada do cinema Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo. Eles fazem parte de um grupo chamado Fórum da Meia-entrada, que reúne estudantes de todo o estado contrários ao projeto. Aprovado pela Comissão de Educação do Senado em novembro do ano passado, o projeto de lei ainda precisa ser aprovado pela Câmara, sem alterações, antes de ser sancionado pelo presidente Lula.




Estudantes protestam no cinema contra a restrição da meia-entrada


Ricardo Schott, JB Online



RIO - Nada mais adequado para uma tarde de sábado em que um dos filmes de maior destaque era justamente Che, de Steven Soderbergh, que revive o ícone revolucionário de Cuba, Ernesto Che Guevara. Por volta das 16h, cerca de 200 estudantes, entre secundaristas e universitários, ocuparam um cinema na orla de Botafogo, na Zona Sul, para protestar contra o projeto de lei 4571/2008, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que restringe a meia-entrada em salas de espetácuilos em 40% do total de ingressos disponíveis para o local. Vários deles vestindo camisetas com o retrato do cubano. Alguns estudantes, ao discursar, chegaram a citar seu nome.


Organizada por uma série de grêmios e diretórios estudantis da cidade – com o auxílio de comunidades do Orkut e até de um blog (meia-entradasim.blogspot.com) – a manifestação foi pacífica. Alguns portavam bandeiras de partidos como PSTU e PSOL e protestavam contra o presidente Lula e os “governistas”.


– Conversamos com a gerência e com a polícia para garantir que seria tudo pacífico – afirmou Kenzo Soares, estudante de comunicação da UFRJ.


O ato ainda será seguido de uma passeata contra a restrição da meia-entrada, nesta segunda-feira, às 14h, na Candelária. E de outras manifestações em demais cinemas e teatros, ainda não definidos.


– Começamos aqui por ser um cinema de rua. Além disso, também protestamos contra a má distribuição das salas pela cidade. Só neste bairro há cinco cinemas – disse o estudante de economia da UFRJ Allan Nefempier.


Outro alvo dos protestos era a restrição da aceitação de carteirinhas apenas da União Nacional dos Estudantes e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – o que garantiu a presença de entidades como a UEE (União Nacional dos Estudantes) ao lado das oficiais.


A paz foi garantida durante as quase três horas que a manifestação durou. Mas muitos reclamaram do barulho provocado pelos protestos. Gerente do cinema ocupado, Marilia Pavão foi chamada às pressas em casa por causa da manifestação. Foi ela quem conversou com os estudantes, além de chamar a polícia. Mas reiterou que foi um ato pacífico.


– Só que tive de pedir que se retirassem do cinema. Não conseguimos nem vender os ingressos de uma das salas por causa deles. Surtiria mais efeito se fossem protestar na frente dos políticos – disse Marília, comandando a equipe que, após o ato, limpou as portas de vidro do cinema, repletas de adesivos fixados por alguns estudantes, além de rabiscos.








FONTES SITES - O GLOBO E JB ONLINE.





segunda-feira, 23 de março de 2009

ATO DIA 30 E 28 DE MARÇO



NA PRÓXIMA SEMANA ESTARÃO ACONTECENDO DUAS IMPORTANTES MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DA MEIA ENTRADA. NO SÁBADO, ESTAREMOS FAZENDO UM ATO EM ALGUM CINEMA DA ZONA SUL DO RIO. NA SEGUNDA, DIA 30, NAS RUAS DO CENTRO PROTESTANDO E PRESSIONANDO O GOVERNO PARA QUE NÃO APROVE O PROJETO DA RESTRIÇÃO DA MEIA ENTRADA.
ACIMA VEJA O CARTAZ E PANFLETO UNITÁRIO

A Meia-entrada é um direito histórico à arte e cultura!


A Meia-entrada é um direito histórico à arte e cultura!

Restrição não será permitida por aqueles que ocuparam reitorias por todo o Brasil!

Por Luisa – CAMMA UFRJ(História) - Não Vou Me Adaptar IFCS

O Senado aprovou, no final de 2008, um projeto que visa restringir o direito à meia-entrada em cinemas, teatros, estádios de futebol, casas de show, etc. O projeto de lei está agora tramitando na Câmara dos Deputados (PL 4751/08), em caráter de urgência. Assim que aprovado, será necessária apenas a assinatura do presidente Lula para que entre em vigor esse que será um grande ataque à juventude brasileira e a um direito conquistado pelo movimento estudantil na década de 40.

O projeto consiste em restringir a 40% a quantidade de ingressos vendidos pela metade do preço (a estudantes e idosos) em todos os estabelecimentos culturais. Assim, se, por exemplo, uma sala de cinema tem 100 lugares, só 40 poderão ser vendidos por meia. Depois de uma árdua disputa entre estudantes e idosos pelos lugares, muitos ficarão de fora, e terão que pagar inteira ou desistir do programa. No entanto, se reduzir a 40% já vai nos prejudicar muito, é fácil perceber que o problema, na prática, vai ser ainda maior, pois ficaremos à mercê dos interesses dos donos dos estabelecimentos, e nada garante que eles vão de fato respeitar essa cota.

Além disso, o projeto contém outros pontos, todos no sentido da restrição do direito. Um deles libera os estabelecimentos da obrigatoriedade da venda de meia-entrada de todos os tipos de ingresso. Áreas ou cadeiras especiais, por exemplo, não estão incluídas na lei e não será obrigatória a venda de meia-entrada para elas. Brechas como essa abre precedentes para uma perda ainda maior de nosso direito.

Hoje podemos comprar ingressos pagando a meia-entrada apresentando apenas a carteira de nossa escola, faculdade ou curso, e sem pagar nada por isso, a partir da aprovação do PL, dependeremos da UNE e teríamos que pagá-la por isso como era antigamente. O projeto, portanto, além de restringir o direito à meia-entrada, dificulta também a forma com que os estudantes têm acesso a esse direito. Um outro grande problema é que agora uma entidade que nunca passa nas nossas salas de aula, defende os projetos do governo para a educação passaria a ter um aparato completamente desproporcional ao seu peso real na base enquanto movimento estudantil. É a volta da UNE “fábrica de carteirinha”.

Já deu para ver que se aprovada, essa lei vai afetar duramente a juventude brasileira. Hoje, já não é fácil poder freqüentar os eventos culturais em nenhum local do país. Os ingressos são sempre caros demais, e mesmo a meia-entrada é muitas vezes inacessível. A cultura se transforma cada vez mais em instrumento das empresas para ganhar dinheiro. Não há espaço nem incentivo para a juventude se expressar culturalmente de forma independente dos interesses do mercado. Assim como na difusão da cultura, a sua própria criação encontra-se na mão do empresariado. É a mercantilização de algo que deveria servir para a livre expressão de nossos sentimentos, anseios e reflexões. Agora então, uma parcela maior ainda dos jovens vai ser totalmente excluída desses espaços.

Se a cultura é hoje quase sempre regida pelos interesses do mercado, em um período de crise econômica os empresários do entretenimento estão mais ávidos que nunca em acabar com nosso direito à meia-entrada, para continuar lucrando mais e mais. Assim, atuam com seus lobbys no congresso para desferir mais esse ataque. Querem que a juventude pague por uma crise que ela não criou.

Frente a essa situação, cabe ressaltar a postura lamentável que vem tendo a União Nacional dos Estudantes. A entidade, apesar de ter se declarado contra a restrição dos 40%, esteve presente em toda a negociação do projeto. Seu objetivo é recuperar o monopólio sobre a emissão das carteirinhas, atividade que rende muito dinheiro à entidade. Esteve afastada das principais lutas estudantis dos últimos períodos, perdeu toda e qualquer independência em relação ao governo, e agora quer ganhar dinheiro em cima de nosso direito.

Estamos vendo um direito conquistado há cerca de 60 anos pelo movimento estudantil brasileiro ser ameaçado. A meia-entrada só foi conquistada porque estudantes lutaram há muito tempo, para que várias gerações pudessem ter acesso à cultura e ao lazer. Também nossa geração já mostrou que é possível vencer, ainda que o inimigo seja poderoso, quando travamos grandes e vitoriosas lutas por todo o país durante os últimos dois anos. A ocupação da reitoria da USP que derrotou os decretos do Serra, a conquista de dois bandejões na UFRJ, ntre outras vitória contra os ataques desferidos pelo governos e a grande vitória ideológica do movimento estudantil contra o REUNI. Mais uma vez, sabemos que só vamos conseguir garantir a meia-entrada através de nossa luta. Defender nosso direito, travando uma grande luta em todo o país, e exigindo de Lula que não sancione essa lei é a tarefa de todo o movimento estudantil combativo, que não mudou de lado, e não deixou de lutar.

quinta-feira, 19 de março de 2009

LUTA NA ESTACIO DE NOVA IGUAÇU

Ato reúne mais de 300 estudantes na Universidade Estácio de Sá - Nova Iguaçu

Por Amanda Moreira - UFRRJ

A Universidade particular Estácio de Sá, no município de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense-RJ) foi palco de uma grande mobilização estudantil no último dia 12, onde realizou-se um vitorioso ato com mais de 300 estudantes. Com faixas, apitos e palavras de ordem eles expressaram toda sua indignação com a falta de qualidade no ensino oferecida nesta instituição e se colocaram em luta contra as aulas teletransmitidas e on-line.

Estas aulas são transmitidas por um professor on-line para vários alunos de diversos campi ao mesmo tempo, por vídeo conferência. E para isso, os estudantes pagam o mesmo que pagariam por uma aula normal com professor presencial. Esta medida foi adotada pela instituição a partir de 2008, evidenciando mais uma medida dos grandes empresários da educação para jogar os efeitos da crise econômica nas costas da juventude.

Para manter seus altíssimos lucros, os empresários da educação irão aumentar mensalidades, contratar menos professores e empurrar mais aulas teletransmitidas.

Os estudantes da Estácio de Nova Iguaçu vem demonstrando o caminho da resistência contra os ataques colocados pela crise e apontando o caminho da luta. É possível derrotar mais esta medida e exigir uma educação de qualidade em todas as Universidades do país. Para isso, é fundamental que estudantes de Universidades privadas e públicas estejam juntos em um Congresso Nacional de Estudantes que dê um rumo e organize as lutas do movimento estudantil brasileiro.

Embraer precisa ser dos trabalhadores


Embraer precisa ser dos trabalhadores

A empresa se apresenta como uma empresa nacional. Chega a despertar o orgulho de muitos brasileiros. Afinal, é a terceira fabricante de aviões do mundo e a segunda responsável pelas exportações do país. Mas há muito que a empresa não é brasileira...

Em dezembro de 1994, uma batida de martelo concluiu a entrega de um patrimônio do povo brasileiro. Os 57 minutos de espera não foram suficientes para o preço subir. O lance de R$ 154,1 milhões foi apenas 0,3% maior do que o mínimo. E pago com “moeda podre”, com títulos da dívida pública comprados com deságio.

Poucos meses depois, a Embraer valia R$ 1,7 bilhão. Não foi uma valorização recorde. A empresa já valia mais. Ou seja, os compradores abocanharam uma empresa de 25 anos por um valor muito abaixo do real. Hoje, estima-se que o valor possa chegar a dez vezes mais – R$ 17 bilhões.

Apenas uma multinacional
Após a privatização, veio a entrega ao capital internacional. Apesar de o edital de privatização limitar em 40% a participação estrangeira, hoje mais de 50% das ações ordinárias estão em mãos internacionais. A entrega foi através de uma operação em que a Embraer transformou todo o capital em ordinário, permitindo que empresas de qualquer nacionalidade pudessem comprar as ações.

O governo, o BNDES e o fundo de pensão Previ, juntos, possuem quase 20% das ações. Mas não interferem, sequer para evitar as 4.200 demissões. Na prática, o controle está na Bolsa de Nova York e com fundos de investimentos norte-americanos, como o Janus Capital Management, o Oppenheimer e o Thornburg Investments. A Embraer foi entregue. Não é uma multinacional brasileira, como faz crer, e sim mais uma multinacional instalada aqui.

Elefantes
No início dos anos 1990, o governo apelou para a imagem de um elefante para simbolizar as estatais. A campanha convenceu parte da população. Uma ideia fundamental foi a de que o Estado não era capaz de administrar as estatais. Que estas eram lentas, pesadas, inchadas. Como elefantes. Era preciso a agilidade da iniciativa privada.

A outra ideia era a de que as estatais davam prejuízo. Logo, significavam um peso do qual Estado e sociedade deveriam se livrar. A privatização foi alcançada a partir dessa campanha. Na prática, subproduto da campanha ideológica que tomou conta do mundo, afirmando que o capitalismo havia triunfado no “fim da história”.

Os mesmos políticos burgueses que apadrinhavam parentes e manipulavam licitações amanheceram como implacáveis críticos das estatais. Os trabalhadores, sempre mantidos longe das decisões, foram apontados como privilegiados e preguiçosos. Na Embraer, em 1995, 3 mil perderam os empregos após a venda. Metade foi demitida pelas mãos do mesmo Francisco Curado, então vice-presidente responsável pela reestruturação.

Toda a propaganda sobre a competência e a capacidade das empresas termina de ruir agora, com a crise do capitalismo. Os patrões não são capazes de garantir suas empresas e a economia dos países. Com a sutileza dos elefantes, sacodem-se em desespero para manter seus lucros, pisoteando milhões de postos de trabalho.

Reestatização da Embraer
Grandes mentiras deixam marcas. Os trabalhadores do país perderam empresas estratégicas como CSN, Vale, Embraer e Usiminas. Todas altamente lucrativas. Até mesmo Ozires Silva, ex-presidente da Embraer que preparou a privatização, admite as mentiras. “Quando se diz que a Embraer só se tornou um sucesso depois de privatizada, que não era uma boa companhia como estatal, isso não é verdadeiro”, declarou ao jornal Vale Paraibano.

Atualmente, qualquer pesquisa de opinião indicará a repulsa às privatizações. Os trabalhadores as reprovam e tudo o que elas provocam: alta de preços, queda na qualidade dos serviços e demissões. Hoje, grande parte já apoia propostas de reestatização, como as levantadas por sindicatos.

A ideia da reestatização está muito longe de parecer absurda. No caso da Embraer, menos ainda. Os lucros são recordes, ano a ano. As encomendas de aeronaves superam as de 2008. Há recursos em caixa para manter todos os funcionários por dois anos, a ponto de os diretores terem dividido R$ 50 milhões entre si, como bônus.

Há plenas condições de manter os funcionários, inclusive reduzindo a jornada sem reduzir os salários. Mas a prioridade é o lucro: cerca de 60% do faturamento vai para os acionistas.

Os trabalhadores exigem do governo Lula uma medida concreta, impedindo as demissões. E querem também a reestatização da empresa sob controle dos trabalhadores. Não faz sentido o governo usar o dinheiro público, do BNDES, para os financiamentos. Na prática, a Embraer depende de dinheiro público. A ajuda do governo, inclusive através do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), já financiou mais de 500 aeronaves e investimentos.

Ao todo, R$ 19,7 bilhões foram liberados desde 1995. Dinheiro que, no fim das contas, serve para garantir o lucro dos acionistas da Embraer na Bolsa de Nova York, enquanto milhares são demitidos. Esse sim é o verdadeiro absurdo.

domingo, 8 de março de 2009

A juventude, a crise e o drama do desemprego





A juventude, a crise e o drama do desemprego


Pedro Curi
de São Caetano do Sul (SP)

• Bairro de Santo Amaro, São Paulo (SP), 9h15. Em frente a uma agência de emprego, está Bruno, 17 anos, a procura do primeiro emprego com carteira assinada. Umas dez cópias xerocadas do currículo, carteira de trabalho no bolso e um tanto de desânimo.

Desânimo porque esta rotina já é a mesma há mais de um ano. De semana em semana, de lá pra cá, batendo perna pela cidade atrás de emprego, sem ter resultados. Hoje, ao ler a manchete do jornal exposto na banca, desanimou-se mais ainda: “Crise econômica já afeta os possíveis empregos de fim de ano no comércio”.

Já numa grande cidade do interior Paulista, São José dos Campos, se encontra Magrão, jovem desprovido de excesso de peso e gordura, como se repara pelo apelido. Magrão, metalúrgico desde os 15 anos idade quando ingressou no Senai, tem 24 anos, mora junto com a noiva e uma filhinha de oito meses.

Eles moram numa casa nos fundos da de seus pais. Está tentando juntar uma grana pra dar entrada numa casa própria pela Caixa Econômica Federal. Financiada, é claro. Magrão, nos últimos meses, que nem ele mesmo costuma dizer, trabalhou igual a um burro de carga. Foi obrigado a cumprir excessivas horas-extras numa fábrica de autopeças.

Dá mesma maneira que Bruno, Magrão, ao chegar à fábrica, ouviu dos companheiros de trabalho a notícia de que a General Motors, principal compradora de peças da fábrica, está dando férias coletivas para os trabalhadores. E já rola na “Rádio Peão” que a empresa poderá demitir alguns funcionários.

Os dois personagens citados acima, como milhares de trabalhadores do país fazem a mesma pergunta:

– Será que essa crise nos afeta?

A crise econômica de fato chegou é já esta mostrando a sua cara. O assunto ainda é pouco entendido. Existe muita incerteza sobre as dimensões dessa crise no bolso do trabalhador.

O governo Lula tenta a todo o momento acalmar os trabalhadores dizendo que o Brasil está “mais forte” para enfrentar a crise. Porém as indústrias multinacionais instaladas no Brasil são, na grande maioria, americanas e européias. Essas sugam cada vez mais as riquezas produzidas por nós, para tentar salvar a economia de seus respectivos países.

A crise econômica está afetando muito o mercado brasileiro. Graças à desvalorização do Dólar em relação ao Real e à escassez de créditos, as vendas de veículos têm caído. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a diminuição na venda de veículos chegou a apresentar 13,8% em outubro, uma queda muito brusca.

Montadoras como GM, Volks, Fiat e Ford já anunciaram férias coletivas, e já se fala. Como diz um ditado muito conhecido, a corda sempre arrebenta no lado mais fraco.

As autopeças já começaram a demitir. Fábricas de São Paulo, ABC, interior paulista e de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná já se anteciparam e começam a fazer cortes de funcionários.

O que a juventude tem a ver com isso?
Aqui, porém, queremos tratar de um setor específico dos trabalhadores: a juventude. O desemprego juvenil, a cada mês atinge níveis alarmantes. Esse é o setor geracional da população que mais sofre no mundo do trabalho.

Mais da metade dos jovens brasileiros estão desempregados. Segundo pesquisas, o desemprego atinge cerca de 60,7% dos jovens do país. O número é alarmante. Essa massa de jovens e adolescentes tem esperanças de dias melhores, mas a estrutura do mercado de trabalho, a ganância dos patrões e o descaso dos governos destroem não apenas a esperança, como também a possibilidade imediata de sair dessa situação.

O desemprego juvenil é um dos graves problemas da sociedade. Problema esse não só enfrentado pelos jovens brasileiros. Segundo a ONU, temos hoje, no mundo, mais de 1 bilhão de jovens. Quase um quinto das pessoas com idade entre 15 e 24 anos tem de sobreviver com menos de um dólar por dia e quase metade vive com menos de dois dólares por dia.

Os jovens constituem um quarto da população economicamente ativa, porém representam metade do total de desempregados no mundo. As demissões, a reestruturação produtiva e oportunidades insuficientes para entrar no mundo do trabalho expõem os jovens a uma vida de desespero e miséria. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no mundo há cerca de 88 milhões de jovens na situação de desemprego, o que representa 45% do total de indivíduos desempregados no planeta, 195 milhões de trabalhadores.

Entre as causas do desemprego juvenil estão a reestruturação produtiva, a adoção de novas tecnologias como robótica, informatização da produção, políticas de gestão como Kaizen, 5S, Just Time, Kanban, Lean Manufacture etc. além de diversas formas encontradas pelos capitalistas de exploração da força de trabalho como trabalho informal, os contratos temporários, programas de estágio, banco de horas etc.

As duas últimas décadas transformaram o mundo do trabalho no Brasil, pois o desemprego voltou a ser um fenômeno de massa, ao mesmo tempo em que cresceu a precarização das condições de trabalho, em especial a ampliação do emprego informal. Os jovens passaram a ter dificuldades para ingressar e permanecer no mercado de trabalho. O desemprego entre os jovens se destaca como uma das características da transformação do mercado de trabalho brasileiro durante a década de 1990.

A crise econômica mundial
Vale salientar que, inclusive em períodos de crescimento econômico e de diminuição do desemprego total, o desemprego dos jovens não tem demonstrado tendência à queda, ou pelo menos não na mesma proporção que para a população adulta. Segundo a OIT, o crescimento econômico na última década foi puxado por um aumento de produtividade e não de postos de trabalho. Enquanto a taxa de produtividade cresceu 26% nos últimos dez anos, o número de empregos aumentou apenas 16,6%, afirmou a OIT.

Deste modo o discurso dos patrões e dos governos de que o desemprego é resultado da falta de formação não é verdadeiro, pois houve uma ampliação dos índices de escolaridade e têm-se, atualmente, os jovens mais qualificados de nossa história. Os patrões aproveitam os altos níveis de desemprego na juventude para aumentar as exigências tanto de qualificação, escolaridade e experiência profissional, o que torna mais difícil a conquista do primeiro emprego ou de um novo posto de trabalho.

Essa situação e os números de desemprego citados acima são expressões dos últimos anos no Brasil e no mundo. O que queremos alertar são as possíveis conseqüências de desemprego com a crise econômica que já nos assombra.

Muitas empresas já começam a demitir, férias coletivas estão sendo anunciadas nas principais empresas do país. Mesmo nessa época de fim de ano, o comércio já anunciou que haverá poucas contratações em relação aos outros anos e as que existirem terão poucas possibilidades de efetivação após o término do período de festas de fim de ano.

Alertamos e fazemos um chamado a todos os trabalhadores em especial a juventude, juntamente com os sindicatos e organizações da juventude, sejam elas estudantis, culturais e esportivas a nos organizarmos e prepararmos a luta contra o desemprego, que já é uma dura realidade a se agravar ainda mais com a crise econômica. Essa conta é dos patrões e não dos jovens trabalhadores. São eles que devem pagar pela crise. As demissões têm de ser respondidas com mobilizações e greves.

Os “Brunos” e “Magrões”, jovens desempregados e empregados devem lutar juntos contra a exploração capitalista e uma de suas principais doenças: o desemprego.

*“Radio Peão” é o apelido dado às conversas nos corredores das empresas entre os trabalhadores – notícias, fofocas, boatos – que são difundidos no ambiente de trabalho. Muito usado, principalmente, nas fábricas.

8 de Março - panfleto e cartaz do DCE Gestão 2008

Manifesto da CONLUTAS sobre o 8 de MARÇO




Mulheres em luta para que os ricos pagume pela crise
A conjuntura que se coloca hoje diante da classe trabalhadora, particularmente das mulheres trabalhadoras é bastante preocupante e tem trazido sérias consequências para as nossas vidas.
A evolução da crise econômica internacional confirma a hipótese de que pode realmente se transformar em uma depressão. E os governos não têm tomado outra medida a não ser aprovar pacotes bilionários de salvação de empresas e bancos, sem se preocupar com a miséria e o desemprego de nossa classe, que vem como consequência imediata.
No Brasil com o governo Lula, até agora, já foram dados ou anunciados trezentos bilhões para empresas, cento e sessenta bilhões para os bancos, oito bilhões para as montadoras de automóveis e cento e trinta bilhões do BNDES para grandes empresas. Diante do agravamento da crise, o governo anuncia quase que diariamente novas medidas para ajudar bancos e empresas. Além da liberação do compulsório para bancos, o governo também concede novas linhas bilionárias de financiamento para empresas. E enquanto isso os patrões impõem aos trabalhadores o desemprego e a redução de jornada com redução de salários, ao mesmo tempo em que o governo discute a possibilidade de o trabalhador sacar parte de seu Fundo de Garantia parar compensar uma eventual redução salarial. E já anunciou o corte de 32,7 bilhões no orçamento de 2009.
Para os patrões tudo, para as trabalhadoras e trabalhadores nada. Essa tem sido a política dos governos para “combater” a crise. Enquanto que a política de centrais sindicais como CUT, CTB e Força Sindical é negociar a entrega dos direitos e dos empregos da classe.
Nesse cenário, os setores oprimidos da classe trabalhadora são os que primeiro sofrem os efeitos da crise. No caso das mulheres, que já sofrem com o machismo e a exploração, com a dupla jornada, com salários inferiores, com a violência doméstica e muitos outros sofrimentos decorrentes da opressão machista e da exploração capitalista, com a crise são as primeiras a perderem seus empregos, pois na sua maioria já contam com contratos temporários, empregos precarizados e por serem uma mão de obra vista pelo capitalismo como inferior, algo que se reflete na desigualdade salarial.
O desemprego entre as mulheres já era maior mesmo antes da crise ser anunciada, com seu agravamento, aumenta a dependência econômica das mulheres em relação aos homens, o que aumenta a violência doméstica e o machismo. Todos os problemas vivenciados cotidianamente pelas mulheres são potencializados. E nesse sentido, a única alternativa para as mulheres trabalhadoras é lutar junto a sua classe contra os ataques dos patrões e governos, contra as demissões, a redução de salários e de direitos. Contra as múltiplas jornadas de trabalho, a violência doméstica, por creches e pela legalização do aborto. Pois somente a classe trabalhadora, particularmente as mulheres trabalhadoras podem ser consequentes nessa luta, pois as mulheres burguesas e as mulheres comprometidas com os governos neoliberais estão limitadas nessa luta. Pois é impossível defender as mulheres trabalhadoras sem romper com seus algozes.
O machismo na sociedade de classes é utilizado pela burguesia e pelos patrões para superexplorar a classe trabalhadora. Uma mulher que tem múltipla jornada de trabalho e ganha menos que um homem exercendo a mesma função, por causa do machismo, traz mais lucro para os patrões. Uma mulher que sofre violência doméstica tem sua vida, seu corpo e sua auto-estima destruídas, e é parte de um setor da classe trabalhadora que está mais desmoralizado perante o mundo, as pessoas e particularmente frente a necessidade de se organizar e lutar.Uma mulher que não pode decidir sobre seu próprio corpo, que não pode decidir se quer ou não ter filhos e que é criminalizada por fazer um aborto clandestino, serve burguesia que lucra com as clínicas clandestinas e ao governo, que não quer gastar um centavo com políticas públicas de orientação sexual , com hospitais decentes onde se possa fazer um aborto seguro, e não quer se enfrentar com esse poderoso negócio que faz o lucro de um setor da burguesia brasileira.
Todos os problemas vivenciados pelas mulheres servem para aumentar o lucro dos patrões e dos governos, serve manter e reproduzir o capitalismo. Por isso para fazer a luta feminista de forma consequente é preciso romper com os patrões, é preciso romper com os governos. Sem essa ruptura a luta será limitada aos horizontes dos interesses de nossos inimigos de classe.
Sendo assim para lutar contra a crise econômica, não basta simplesmente dizer que nós não pagaremos pela crise. Pois o fato é que nós mulheres trabalhadoras e nossa classe já está pagando com demissões e reduções salariais que são fruto da ação de governos como Lula, no caso brasileiro, que nada fez pelos trabalhadores, mas entupiu os bolsos dos patrões que estão demitindo, e mais parece um comentarista que um presidente, ao ficar lamentando de forma demagógica as demissões que estão ocorrendo sem tomar nenhuma medida efetiva em favor dos trabalhadores.E mesmo antes da crise já éramos vitimas da política petista que corta verbas dos programas de combate á violência contra a mulher, e que é cúmplice e omisso diante de situações como no Pará, onde a governadora petista Ana Júlia, é responsável pela prisão de mulheres em celas masculinas, tendo como caso de maior repercussão, o da menina de Abaetetuba, barbaramente violentada.
E fruto também dos dos acordos rebaixados e da entrega de nossos direitos de bandeja para os patrões feita pelas centrais sindicais governista como CUT, Força Sindical e CTB, que ao estarem comprometidos com o governo e a conciliação de classes não hesitam em rifar a classe trabalhadora.
E são essas centrais sindicais, sindicatos a elas filiados, o PT partido do governo Lula, o PCdo B e PTB base de apoio do governo Lula que junto com a Marcha Mundial de Mulheres estão organizando em São Paulo um 08 de março governista, comprometido com o governo Lula.Que atrás do eixo:"Nós não vamos pagar pela crise", não diz que na realidade nós já estamos pagando e são responsáveis por isso O governo Lula, o governo Serra e Kassab.O capitalismo não é uma abstração, é sim em sistema de exploração que tem seus dirigentes que aplicam sua política, e no Brasil que o aplica é Lula, assim como em São Paulo são Lula e Kassab.
No ano de 2008 a Conlutas fez um esforço no sentido de construir um 08 de março unitário com a organização do 08 de março coordenada pela marcha mundial de mulheres, mas durante a reunião, ficou explícito o caráter do ato que a Marcha estava querendo construir. Enquanto a Conlutas compreendia que uma das principais batalhas das mulheres trabalhadoras era lutar contra os ataques que o governo pretende fazer através das reforma previdenciária, sindical e trabalhista, a MMM se colocava ao lado do governo, defendendo apenas algumas palavras-de-ordem genéricas. O eixo da organização governista é “igualdade, autonomia e soberania popular”. A Conlutas propôs, então, que se fizesse uma série de debates sobre o governo e as reformas para que depois, em conjunto, as organizações e entidades que participam da realização do 8 de Março decidissem. A direção da Marcha não aceitou sequer fazer a discussão sobre o tema governo. De forma burocrática e arbitrária, forçaram uma votação artificial, pois a maioria das organizações presentes era governista. E Este ano,mais uma vez, por traz de uma palavra de ordem genérica, se encontra uma política omissa em relação ao governo.
Por isso nesse momento, nós do Movimento Mulheres em Luta/Conlutas achamos fundamental construir um 08 de março classista, feminista independente dos patrões e governos.Lamentamos o fato de as companheiras do Psol e da intersindical estarem junto à organização do ato governista, pois são fundamentais na construção de um ato do tipo que queremos construir, junto e em defesa das mulheres de nossa classe.Todas e todos trabalhadores e aliados são fundamentais na construção desse ato.
Conlutas

sábado, 7 de março de 2009

Reunião para discutir "Choque de ORdem" e a luta dos Movimentos Sociais



Acima, panfleto do Ato contra o Choque de Ordem, e abaixo mensagem da conlutas chamando para reunião para discussão sobre o tema.


O GT de Negros e Negras da Conlutas está participando dessas iniciativas abaixo. Nosso objetivo é organizar um Gt de Movimentos Sociais que possa dar sequência a luta em defesa dos Movimentos Soci
ais, por moradia e contra o "choque de ordem" da prefeitura do Rio. Infelizmente, ontem perdemos mais um companheiro na luta por moradia, o Pepé (Ocupação Terra do Sol). É preciso lutar em defesa de nossa organização e contra os ataques dos governos e patrões contra a classe trabalhadora. Com a crise financeira mundial, os ricos vão querer que os trabalhadores paguem por ela. Não vamos pagar pela crise!
Participe da reunião que faremos para discutir "choque de ordem" e as lutas dos movimentos sociais.
Reunião 10/03
18 horas
Sede da Conlutas RJ - Teotônio Regadas, 26 - 602 - Lapa
Maiores informações: 25091856 / 87701099 (Julinho)
GT de Negros e Negras
da Conlutas RJ

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Próxima Reunião do Movimento - TERÇA FEIRA 17 horas NA PRAIA VERMELHA

Na Próxima Ter, acontecerá a reunião do Movimento Não Vou Me Adaptar, colocamos abaixo a mensagem mandada aos calouros.


Olá calouros da UFRJ,

Como muitos de você devem ter visto no dia da matrícula, lá no fundão, somos estudantes de vários cursos da UFRJ, que nos reunimos em um movimento chamado Não Vou Me Adaptar.
Vocês já devem ter percebido que nossa universidade, mesmo sendo uma das melhores do país, tem muitos problemas. A UFRJ sofre com o corte de verbas e o descaso do governo com a educação pública. Mas agora que estão chegando, vocês poderão lutar com a gente para defender e melhorar a universidade.
Estamos convidando então todos os calouros para uma reunião de apresentação de nosso movimento. Queremos explicar um pouco do que está acontecendo na UFRJ, quais são os principais problemas, e quais as principais reivindicações dos estudantes. Além disso, contar um pouco do que tem sido o movimento estudantil da UFRJ, e dividir nossas vitórias, como a recente conquista de dois bandejões na universidade.
Também queremos discutir o que fazer em relação à lei que está em vias de ser aprovada, que reestringe a 40% a venda de meia entrada em teatros, cinemas, shows e etc, uma conquista muito antiga dos estudantes. Temos que nos organizar para impedir que isso aconteça.
Enfim, lá você poderão conhecer mais a UFRJ e o movimento estudantil, conhecer veteranos e outros calouros, e dar suas opiniões para nossas atividades desse ano.

A reunião será no campus da Praia Vermelha, essa terça-feira, dia 17/02, às 17h

INFORMATIVO Nº5 DO CNE

Informativo nº 5

Comissão Organizadora do Congresso Nacional de Estudantes

30 de janeiro de 2009

No dia 30 de janeiro, ocorreu em Belém a 3ª reunião nacional para construção do Congresso Nacional de Estudantes. A reunião teve a seguinte pauta:

1) Calendário e plano de Lutas

2) Regimento do Congresso Nacional de Estudantes

3) Finanças do Congresso

4) Data, local e pauta da próxima reunião

Entidades Gerais presentes:

DCE’s:

USP, UERJ, UFMG, UnB, UNESP, UFJF, UFRA, UEPA, UEMA, UFAL

Executivas de Curso:

Educação Física, Letras, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Serviço Social, Engenharia Florestal.

Além de CA’s/DA’s e Grêmios dos seguintes estados:

Pará, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Piauí, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

1) Calendário e Plano de Lutas

A partir de alguns informes que foram dados acerca das mobilizações nas escolas e universidades – se enfrentando com o REUNI, com o aumento das mensalidades nas universidades particulares e com o duro ataque sobre o direito à meia entrada - e acerca das lutas contra as conseqüências da crise econômica internacional, como as demissões de diversos trabalhadores em vários estados do país, a Comissão Organizadora do Congresso definiu a construção de um plano de Lutas que garantisse o desenvolvimento das mobilizações dentro e fora das escolas e universidades do país, para manter o princípio de ter um Congresso construído nas lutas e mobilizações da juventude e da classe trabalhadora.

Dessa forma, foi definida a partir de um chamado do DCE da USP, a construção de uma Calourada Unificada em todo o país, que tenha como centro a discussão da Educação em tempos de crise econômica internacional.

A idéia é que as Calouradas desenvolvam a discussão sobre as conseqüências da crise na Educação brasileira e desenvolva a importância de o movimento estudantil se incorporar às mobilizações que já ocorrem pelo país que se enfrentam com as mais de 600 mil demissões que ocorreram.

Também foi discutido o ataque sobre o direito à meia entrada que restringe a 40% o total de bilhetes para todos as iniciativas culturais. Este ataque define uma grande exclusão cultural de uma boa parte da juventude brasileira. Por isso, a CO do Congresso resolveu lançar um abaixo assinado e chamou a construção de um dia de mobilização contra este ataque, o dia do NÃO PAGO que pode ser realizado durante a Jornada de Lutas de 28 de março, dia de homenagem ao estudante Edson Luis, morto pela ditadura militar em 1968.

Além disso, foi encaminhada a construção conjunta, com setores combativos do movimento sindical, do 8 de março, para engajar o movimento estudantil junto a luta feminista e classista. Também foi definida a construção de todas as iniciativas que se enfrentem com as conseqüências da crise econômica sobre a juventude a classe trabalhadora, como o 1º de Abril (Dia nacional de Lutas em defesa do emprego, contra as demissões) e o 1º de maio classista (dia tradicional de mobilização do movimento sindical e popular).

Acreditamos que através da construção dessas iniciativas o espaço para potencializar o Congresso Nacional de Estudantes é maior ainda e a capacidade de construir o movimento estudantil de forma independente e combativa também se confirma.

Sistematizando:

Calouradas – a crise da Educação e a Educação em tempos de crise

8 de março – Dia Internacional de luta das mulheres

28 de março – Jornada de Lutas e mobilizações em defesa da meia entrada

1º de abril – Dia de Luta em defesa do Emprego, contra as demissões.

1º de maio classista

E todas as outras iniciativas em defesa da Educação Pública e contra as conseqüências da crise econômica internacional.

O abaixo assinado está sendo elaborado pelas entidades e será apresentado em próximo informativo ainda nesta semana.

Agora é iniciar as aulas com todo o gás.

2) Regimento do Congresso Nacional de Estudantes

A partir da apresentação de uma proposta inicial de regimento elaborada pelo DCE da USP, a reunião debateu bastante o regimento, com a preocupação de que o formato e funcionamento do Congresso expressam o movimento estudantil democrático que queremos construir. Com alguns adendos, a reunião chegou a uma proposta mais bem acabada, porém a idéia é que esta proposta de regimento seja bastante discutida nas entidades do movimento estudantil brasileiro, para ser definida na próxima reunião nacional do Congresso.

Foi votado apenas um item do regimento, relacionado à data limite da pré-tese para o Congresso (que está explicada na proposta de regimento que segue em anexo a este informativo). Esta data é o dia 21 de março, data da próxima reunião nacional – a preocupação expressa para definir esta data está relacionada à importância de já se começar a elaborar sobre os temas e debates do Congresso.

Ainda assim, a proposta que segue está bastante inacabada, para que as entidades de fato interfiram na definição do caráter do Congresso.

3) Finanças do Congresso

Neste ponto, foi expressa a preocupação de o Congresso ter capacidade de se autofinanciar, através de iniciativas financeiras das entidades e ativistas que constroem o Congresso. Dessa forma será possível desenvolver mais ainda a independência política da importante iniciativa que estamos construindo. Por isso, além das diversas propostas de financiamento que surgiram, como rifas, festas, etc, foi votada uma campanha nacional – “Doe 1 real pro Congresso Nacional” – para ser realizada nas Calouradas, em festas, debates, enfim, nas diversas atividades de Calouradas que vão ocorrer pelo país.

4) Data, local e pauta da próxima reunião

Ficou definida a realização da próxima reunião nacional no dia 21 de março de 2009, na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Salvador – para garantir a democracia geográfica da construção do Congresso e realizar uma reunião no Nordeste. A pauta central é o regimento do Congresso que engloba temário, programação, calendário, etc. É fundamental a participação do maior número de entidades possível.

O Congresso está tomando cada vez mais corpo e nos mostrando que a construção de iniciativas unitárias, combativas e independentes é tarefa de todos os que lutaram e dos que vão lutar muito neste 1º semestre, se enfrentando com a crise econômica e os ataque sobre a Educação.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

PROPOSTA DE REGIMENTO DO CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES

Proposta inicial de regimento do Congresso Nacional de Estudantes aprovada na 3ª reunião nacional de construção do Congresso Nacional

Para discutir em todas as entidades do movimento estudantil brasileiro.

No dia 30 de janeiro, durante o Fórum Social Mundial, foi realizada a 3ª reunião nacional de construção do Congresso. Nesta reunião, o DCE da USP apresentou uma proposta inicial de regimento ao Congresso, que foi bastante discutida e recebeu alguns adendos importantes. A idéia é que essa proposta que saiu da reunião nacional seja amplamente discutida nas entidades do movimento estudantil. No dia 21 de março, em Salvador, vai acontecer a próxima reunião nacional de construção do Congresso, aonde queremos aprovar o regimento de conjunto.


Capítulo I – Dos objetivos, organização, local, data e participantes

Art.1 – O Congresso Nacional dos Estudantes tem dois objetivos principais:

a) Compartilhar e articular os processos de lutas ocorridos no movimento estudantil, discutindo a realidade da Educação e da sociedade e os principais desafios dos estudantes no próximo período.

b) Discutir e articular a reorganização do movimento estudantil e as necessidades organizativas dos estudantes diante de tais lutas

Art. 2 – O Congresso Nacional de Estudantes é organizado em reuniões nacionais abertas a todos os estudantes e entidades estudantis interessados e pela Comissão Organizadora aberta, eleita nas reuniões nacionais.

Art. 3 – O Congresso Nacional de Estudantes será realizado de 11 a 14 de junho de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.

Art. 4 – São participantes do Congresso Nacional de Estudantes:

a) Delegados de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior, na modalidade presencial ou a distancia, eleitos de acordo com os critérios descritos neste regimento. Estes terão direito a voz e voto no Congresso.

b) Convidados de entidades estudantis de outros paises, com direito a voz no Congresso.

c) Convidados representantes de entidades estudantis gerais (DCE`s e Executivas/Federações de Curso). Estes terão direito a voz no Congresso.

d) Convidados de sindicatos, centrais sindicais e movimentos populares, com direito a voz.

e) Convidados a participar de mesas e debates do Congresso, com direito a voz.

f) Estudantes interessados de qualquer instituição de ensino médio, técnico ou superior, na modalidade presencial ou a distancia, na categoria de participantes. Estes terão direito a voz durante o Congresso.

Capítulo II – Do temário

Art. 1 – O temário do Congresso Nacional de Estudantes é baseado em três eixos:

a) Educação

b) Sociedade

c) Movimento Estudantil

Capítulo III – Dos órgãos do Congresso Nacional de Estudantes e o processo de votação

Art. 1 – Os órgãos do Congresso Nacional de Estudantes são:

a) Mesas: servirão para acumulo de debate, não possuindo caráter deliberativo. Contarão com a participação de membros convidados para a exposição de contribuições relacionadas aos temas debatidos.

b) Grupos de discussão: debatem e encaminham propostas para votação na plenária final.

c) Plenárias gerais: consistem no órgão deliberativo do Congresso, nas quais as propostas encaminhadas nos grupos de discussão serão votadas. Todas as propostas terão direito a defesa durante a plenária.

Capitulo IV – Da organização dos debates.

Art. 1 – Os debates do Congresso Nacional de Estudantes serão baseados nas pré-teses e teses produzidas por qualquer estudante de qualquer instituição de ensino. Além disso, o debate terá base nas discussões ocorridas nos órgãos do Congresso.

Art. 2 – A Comissão Organizadora devera garantir a divulgação, preferencialmente impressa, das teses e pré-teses.

Art. 3 – Apresentação das teses e pré-teses:

a) Não será necessário um numero mínimo de assinaturas para inscrição de uma pré-tese ou tese, isto é, qualquer estudante interessado poderá escrever sua contribuição ao Congresso.

b) As pré-teses ou teses não precisarão discorrer sobre todos os eixos do temário, de modo que uma tese pode discutir qualquer tema que os autores julgarem conveniente.

c) As pré-teses deverão ser enviadas a Comissão Organizadora até o dia 21/03/2009 (pelo e-mail construindocongresso@yahoogrupos.com.br). O papel das pré-teses é garantir a realização das discussões políticas antecipadamente nas instituições de ensino, permitindo que os estudantes possam construir e serem eleitos delegados de acordo com a tese que concordarem.

d) As teses podem ser escritas mesmo sem possuírem uma pré tese anterior correspondente.

Art. 4 – Todas as teses terão espaço garantido para apresentação durante o Congresso.

Capitulo V – Da dinâmica do Congresso

Dia 10 de junho, quarta feira: Credenciamento

Dia 11 de junho, quinta feira: Credenciamento

Plenária de Abertura

Plenária de apresentação de teses

Mesa de debate

Dia 12 de junho, sexta feira: Grupos de discussão

Mesa de debate

Festa do Congresso

Dia 13 de junho, Sábado: Oficinas/GD`s temáticos, Grupos de discussão

Dia 14 de junho, domingo: Plenária final.

Capítulo VI – Da eleição dos delegados

Art. 1 – Universitários: Os cursos com até 300 estudantes na base, elegerão 5 delegados, os cursos com mais de 300 estudantes elegerão 5 delegados mais 1 delegado a cada 100 estudantes na base. Ou seja, um curso de 400 estudantes elege 5, um curso com 500, elege 6 e assim por diante.

Art. 2 – Secundaristas: as escolas secundaristas elegem 2 delegados por escola mais 1delegado a cada 500estudantes na base.

Art. 3 – As eleições podem ser organizadas pelos CA`s/DA`s ou Grêmios ou por um grupo de no mínimo 5 estudantes.

Art. 4 – As eleições poderão ser feitas em assembléia de base ou urna, de acordo com a tradição do curso ou escola.


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